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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Momentos Decisivos

MEDITE: Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de haver sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago 1:12

Hoje acordei com uma vontade muito grande de buscar à Deus. Já fiz isto de madrugada, mas a sede da presença de Deus é mais forte. Pedi ao Senhor graça, bendita graça de Deus, para que possa experimentar as novidades próprias do dia de hoje.
Ontem quando dormi, estava muito cansado, com algumas preocupações, um pouco indisposto, sem saber como direcionar a minha vida. Tenho decisões importantes a tomar e que de certa forma mudarão o rumo da minha vida e da vida de minha família. São momentos decisivos e por isto meus ouvidos devem estar atentos a Palavra de Deus.
Novos desafios, colocam novas perguntas, impõem igualmente novas respostas. Encontrar respostas adequadas, no entanto, não é uma tarefa propícia a segurança. Vivemos um tempo mais de buscas do que sínteses, mais ingente à criatividade do que ao plágio e à repetição. De nada valem as nostalgias restauradoras de um passado sem retorno. É claro que, em se tratando da herança cristã, na busca de novas respostas, impõe-se salvaguardar a autenticidade originária, a experiência fundante. A coragem de renovação é a única garantia de futuro.
É bem verdade que os novos desafios podem vir carregados de uma séria de resultados passados adornados de negativismo, fracassos, escassez de recursos, conflitos interpessoais, falta de reconhecimento. Esses são alguns elementos que nos fazem esquecer o sentido dos nossos desafios, causando-nos desânimo. Esta sensação de incertezas, esta constância de resultados insatisfatórios, nulos ou negativos acabam por trazer desânimo e consequentemente desviamos dos nossos ojetivos.
Uma condição essencial para que os novos desafios sejam equilibrados e sadios, é a qualidade do relacionamento que temos com nós mesmos. Se o coração não tem a devida maturidade para se enfrentar em sua real identidade, este se construirá de maneira oca e ausente de inteireza, existindo fragmentado em meio a ilusões. A experiência do novo é capaz de nos oferecer uma rica possibilidade de encontro, remetendo-nos ao encontro com nós mesmos e nos preparando para, a partir da consciência do que somos, nos encontrarmos verdadeiramente com os nossos desafios.

Depois de meditar um pouco na Palavra de Deus, entendi que não enfrentarei os desafios se o Senhor não estiver comigo. Sem Deus eu sou frago e reduzido à nada. O Senhor é minha suficiência, é a minha capacidade, é o meu anelo. Eu amo o Senhor, amo de todo o meu coração e o meu maior prazer é fazer o que meu Senhor deseja, é viver o cristianismo da forma como Deus quer. O meu maior desafio é estar constantemente na presença de Deus, a maior do que todas as presenças.
Hoje o dia será maravilho!
PENSE: “Você possui duas formas de ver os desafios, ou como um crescimento e algo temporário, ou seja apenas um ato, e crer na verdade das promessas que Deus tem pra você , ou simplesmente lamentar a difícil situação e não tirar proveito de absolutamente nada. E o que você escolhe? Qual será sua atitude mediante aos desafios?” Regiane
ORE: Ó Senhor! , Tu que és fonte de vida, amor, que conhece todo tempo, seja passado, presente ou futura, mas que manifesta sempre presente na minha vida. Aguardo ansiosamente pela tua intervensão na minha vida, guiando os meus passos, direcionando a minha mente para que faça a Tua vontade e viva os meus dias para Ti adorar e exaltar o seu excelso nome. Em nome de Jesus, amém!

Com carinho.
Rev. Ashbell Simonton Rédua

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A MINH’ALMA SE ENTRISTECE, ESTOU NA FOSSA!

Meditação: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. Tiago 4: 8-10

Como um bom brasileiro, sou muito afetivo e sentimental, emociono facilmente com um filme, com a dor do meu irmão, com algumas situações como o que estamos vivendo cotidianamente, o caso de Isabella. Consequentemente nos entristecemos e passamos uma parte da vida curtindo a tristeza. Grande parte das nossas músicas sejam elas cristãs ou não retratam a tristeza, a saudade, o amor impossíbel, a restauração e muita coisa mais.

Jesus Cristo era um homem triste, ele chora por causa da idolatria de Israel quando afirma:

“Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido.” Lucas 10:13

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Lucas 13:34

O próprio Jesus passou por muitas tristezas. Mas há uma total diferença entre ter tristeza e "se entregar à tristeza". Deixar-se ser tomado pela tristeza: pressionado, tormentado, escravizado mesmo pela tristeza.

Temos o vício de ficar recordando o que nos causou mágoas, basta uma pessoa dizer algo que nos ofenda, já ficamos ruminando, e aquilo cresce, se avoluma dentro de nós. O sentimento cria volume dentro de nós. De repente, aquilo nos toma totalmente e nem conseguimos mais respirar.
Existe uma tristeza que precede a alegria. Muitas vezes não experimentamos a verdadeira alegria porque ainda não conhecemos a tristeza segundo Deus. O pecado é o maior causador de tristeza. Ele definha o corpo e faz gemer, esgota as forças e seca a alma. Ele provoca uma tristeza destruidora. O remorso devido as implicações dos nossos erros nos entristece, mas nada pode fazer por nós. Mas, existe uma tristeza que transforma; é a tristeza segundo Deus. Ela nos leva ao arrependimento, onde mudamos de tal maneira que não queremos fazer o mesmo erro outra vez. É hora de trocar o riso por lamento e a alegria por tristeza.

Precisamos ser firmes. Não podemos acumular sentimentos ruins em nosso interior. Todas as situações dolorosas que vivemos já são mais que suficientes. Então, para que guardar e ruminar situações que nos fazem sofrer?

Seu filho vive lhe causando um enorme desgosto com a bebedeira, ao se drogar, vivendo a vida na prostituição? Seu marido lhe causa desgosto com a bebida, com jogo, e vive causando problemas? Isto já é mais que suficiente. Você não precisa, além disso ficar ruminando sofrimento. É como o povo diz: "curtindo fossa". Basta o sofrimento nosso de cada dia!

O que não pode acontecer é ficarmos recordando a situação, remoendo-nos em nossos sentimentos, cultivando e curtindo ressentimentos. Isto se torna um verdadeiro tormento. É suicídio porque "a tristeza matou a muitos".

Entregue ao Senhor todas as situações de tristeza e faça uma verdadeira renúncia

PENSE: Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido por ver que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. 2 Cor 7:8-10

ORE: Senhor! A minha é um livro aberto na sua presença, Tú sabes a causa da minha tristeza, da minha angústia. Humildemente e com arrependimento me chego a Ti. Restaura a alegria da minh’alma, Te peço em nome de Jesus, o meu Senhor, amém!

Dedicatória: Conheci um homem de Deus, no Cursilho da Cristandade da IECB, o Fabinho, o reitor do Cursilho. Este link é a música que falou muito ao meu coração naqueles dias. Fabinho dedico esta música ao Senhor Deus pela tua maravilhosa vida:

Com carinho!
Rev. Ashbell Simonton Rédua
Pastor Presbiteriano da IPB

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A VIDA NO DESERTO: SILÊNCIO

Meditação: Se o SENHOR não tivera ido em meu auxílio, a minha alma quase que teria ficado no silêncio. Salmos 94:17

Deus está em toda parte. Porém, a única maneira de vivificar as coisas de Deus é vivificar o coração. Quando o coração se enche de Deus, os fatos da vida se enchem do encanto de Deus. E o coração se vivifica no deserto porque é este um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão e oração. Deserto significa confronto consigo mesmo e com a proposta de Deus referente a realidade do presente que estamos vivendo e que requer de nós uma tomada de posição, uma resposta. Aí esta o significado do deserto que Jesus fez antes de sair para o anuncio do Reino de Deus: estar cheio do Espírito Santo.
Na vida do deserto, no silêncio estamos presentes somente nós e Deus. Experimentamos o amor gratuito de Deus: O Pai me ama sem um porquê, sem um para quê, sai a meu encontro e me guia quando estou nas trevas e nas noites escuras da fé; e eu só tenho que me deixar encontrar e ser amado por Ele. A ambigüidade de nossas motivações e de nossas generosidades emergem, e nos vemos tal como somos, ou melhor, tal como Deus nos vê.
A primeira condição da Vida do Deserto manifestada pelo silêncio é a paciência. Paciência para que os que querem tomar Deus a sério. Paciência não é a arte de esperar, mas a arte de saber, e o que se sabe se espera. E, no caso presente, saber que Ele é essencialmente gratuidade e, por conseguinte, as iniciativas de uma graça são e serão desconcertantes e imprevisíveis para nós: porque nEle não funciona como em nós – as leis de causa e efeito, ação e reação, as leis da proporcionalidade, os cálculos de probabilidade, mas somente a lei da Gratuidade: tudo é Dom, tudo é graça.
Deus tem o seu tempo, a sua hora de que na plena gratuidade, que é de falar, tocar, experimentar a nossa humanidade. Importante é nos colocar em profunda, serena e calma atitude de adoração e espera. “Deus vai me falar”.
Não se esqueça de que o crescimento em Deus será lentamente evolutivo e com prováveis altos e baixos, precisamos ter paciência também nisto.
E a paciência irá gerar a perseverança. Perseverança é o segundo sinal gerada pelo silêncio do deserto. Perseverar nos momentos de aridez e dispersão.
O terceiro sinal mais seguro da presença divina manifestada pelo silêncio do deserto não é o fervor, mas a paz, uma paz – diferente da calma – que reside no nível profundo da pessoa humana.
E por fim, não podemos esquercer da esperança que nunca morre. A ilusão acaba em desilusão. Mas a esperança é uma força estável, serena e imortal que, quando tudo cai por terra, ela sempre responde: não importa, comecemos outra vez, amanhã será melhor, para cima! Vamos adiante!

PENSE: Ó Deus,
Este é o momento mais precioso do meu dia:Vir em Teus pés em quietudeEnquanto a luz enche o meu mundo de alegria,Passada a noite,Passada a madrugadaPor entre gotas de orvalho formadas sobre a terra escura,Nos segredos da noite,No sossego dos mistérios de Deus.Tu não podes segurar o vento do deserto.Lá não tens montanhas para te protegeremnem cavernas para te esconderes.Mas podes ficar quieto,Com o coração aberto,E escutar no vento a voz de Deus.Estradas de luz abrem-se o mundo,Descendo de Deus, o Eterno.Obrigada, Pai, por tornares santo este lugarE abençoado este tempo na tua presença,Na quietude do dia que nasce neste deserto,Onde escuto a Tua voz com o coração aberto.
(Quietude. De Clarisse de Barros)

ORE: Senhor! No silêncio Tu estás, e quando no deserto tiver de passar, que o silêncio alí proporcionado, preencha plenamento o vazio do meu coração. Tú és a minha única suficência, espero em Ti, confio em Ti. Em nome de Jesus. Amém!
Com carinho!
Rev. Ashbell Simonton Rédua